Explorando a cidade de Diamantina em busca de um local adequado para a realização de nossa intervenção, logo de inicio percebemos que o que buscávamos era um local externo e, preferencialmente, um pouco escondido. Dessa maneira, o espaço apelidado de Triângulo atendia todas as nossas demandas, bem como demonstrava grande potencial devido ao fluxo de pedestres e carro que passava por lá. O ponto nevrálgico entre a Igreja e o Mercado tinha uma conformação particular, apresentando um espaço sem uso entre os cruzamentos das ruas, um lugar com grande potencial de exploração pela população mas que era inutilizado.
Dessa maneira, por meio do estudo da área e da apropriação do espaço com o corpo realizada pelo grupo, além da entrevista realizada com os transeuntes, foi possível perceber o constante conflito entre carros e pessoas, o qual, apesar de tudo, se dava de maneira orgânica e fluída . Nesse sentido, o grupo percebeu a necessidade de demonstrar essa interação a partir da intervenção e colocou essa dicotomia como ponto inicial de reflexão.
A partir disso, passamos a refletir sobre os elementos principais do espaço e que queríamos que estivessem representados no projeto. O fluxo, o formato triangular e a sensação de refúgio que se dava de maneira dicotômica, por ser um ambiente externo e, em boa parte do tempo, bem movimentado, foram aspectos que nos interessamos muito e se tornaram os elementos chaves de nossos planejamentos.
0. Apresentação do grupo (estudantes, contexto, proposta...)
1. Solicitar informações pessoais (nome, origem, residência...)
2. Qual sua relação com este espaço?
3. Há algo que chame sua atenção neste espaço?
4. Como realiza seu deslocamento diário? Utiliza carro nesta região? Se não, enquanto pedestre, o que sente em relação aos carros neste espaço?
5. Você conhece as pessoas que moram/trabalham neste espaço específico?
6. Como é o fluxo de pessoas aqui durante o ano? Isso muda sua rotina? Se sim, como?
7. Você sente que este espaço faz parte da praça [do mercado]?
8. Há algum elemento neste espaço que lhe incomoda?
No dia 15 de julho, fui com outros colegas de turma à Prefeitura Municipal de Belo Horizonte para conhecer a exposição "Atenas e sua Acrópole", que encontra-se no hall de entrada do local. Seguindo a temática proposta, a exposição apresenta réplicas de gesso em escala distribuídas ao longo do pavimento. O baixo número de obras e a falta de visitantes no local representou uma quebra de nossas expectativas, já que imaginávamos algo muito mais convidativo. De certa maneira, o local escolhido para as obras pode ter certa culpa na falta de sucesso do evento, já que os visitantes devem passar pela portaria, onde são deixados os documentos, além de detectores de metais para, então, conseguir observar as obras.
Independentemente do local que o visitante se posiciona, ele é capaz de observar as obras como um todo, observando a composição escolhida para apresentá-las ao público. Nesse sentido, tem-se uma linha de frente compostas por estátuas de corpo inteiro e seguida por duas fileiras de esculturas menores uma de frente para outra, formando um corredor. Tais obras menores são compostas por rostos de figuras pertencentes à Grécia Antiga, bem como a figura de uma cobra muito bem esculpida. Também podem ser observadas baixos relevos circulares esculpidas com cenas, tais como a de Nike amarrando sua sandália.
Após me mudar definitivamente para Belo Horizonte, tive como uma das primeiras experiências culturais na cidade as visitas que realizei aos museus da Praça da Liberdade, sendo um deles o Museu das Minas e dos Metais.
Essa visita foi bem marcante para mim já que, mesmo não se tratando de um assunto que demonstro interesse aprofundado, a ocasião foi acompanhada de um fator inesperado. Após conhecer o primeiro piso do prédio, me direcionei ao segundo andar, onde fui abordada por uma estudante de Museologia da UFMG. Sua presença no local se tratava de uma pesquisa acadêmica, na qual ela precisava acompanhar meu aproveitamento diante do modo que o museu foi organizado, anotando o caminho que escolhi para percorre-lo e o tempo que demorei no pavimento. Sabendo que estava sendo observada, passei a analisar também o modo que eu meu movimentava no museu, algo que eu nunca havia refletido sobre, e pude perceber as diferenças entre as diversas pessoas ali presentes e os diferentes modos que elas realizavam a mesma visita.
Quanto ao museu em si, mantive meu foco não tanto no que era exposto, como os diferentes tipos de metais e minérios, mas no modo o qual eles foram apresentados. A alternância entre vitrines abertas e fechadas por portas, o som que saia de alguns dos espaços e até as "lunetas" contendo um tipo de metal despertavam o interesse das pessoas, pois ela deixava de ser apenas um expectador e passava a ter alguma função durante o passeio.
Dessa forma, com certeza se tratou de uma visita surpreendente para mim, além de única, já que quando retornar ao local, analisarei de maneira bem diferente da ocasião em questão.
"Infinito ao cubo" tem como estrutura um cubo espelhado sobre um suporte que adquire mobilidade por meio das molas localizadas na parte inferior, permitindo a modificação da forma a partir do movimento dos usuários. Sua interatividade é atribuída, principalmente, à influência simultânea de todos aqueles que se encontram sobre a plataforma, todos exercendo influência e afetando o espaço dos outros. Os espelhos internos permitem uma quebra da espacialidade real do local, dando uma nova percepção às pessoas. No entanto, a partir da análise realizada em sala, foi possível perceber a simplicidade do conceito abordado, remetendo até ao que ocorre em elevadores espelhados, onde a ideia de infinito torna-se um pouco limitada.
Já o "Boundary Functions", funciona a partir de um sistema de câmera, espelho e refletor que modifica as linhas no chão a partir do número e posição das pessoas. Dessa maneira, o trabalho só começa a funcionar ao existir uma interação entre no mínimo duas pessoas e se torna cada vez mais atrativo quanto maior for a interação e cooperação entre os envolvidos. Apesar de limitado quanto ao tamanho designado para a plataforma, a interação capaz de gerar é muito ampla e diversa e, na minha opinião, gera um resultado satisfatório e bem dinâmico.
Por último, o"Voice Tunnel", permite que as pessoas falem em microfones que iram espalhar suas mensagens pelo túnel que contém luzes em toda sua extensão. As vozes das pessoas preenchem o espaço, sendo ouvidas por todos que se encontram no local, no entanto, a partir do vídeo assistido em sala, pode-se perceber certa banalização da interatividade já que as pessoas seguiram por um caminho tal como o quadro branco, onde tanta abertura acaba restringindo o modo que as pessoas o utilizam.
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Ao aproximar-se do local, a galeria surge, esplendorosamente, entre as árvores que nos rodeavam, mostrando-se uma construção imponente e muito bonita. O prédio foi elaborado como uma grande caixa posicionada em meio a vegetação, no entanto, mesmo com o peso que poderia ser atribuído à uma caixa de concreto, a construção apresenta leveza em seu conjunto graças o uso de uma piscina de borda infinita, bem como uso de paredes de vidro na entrada. Sob a água de tom azul bem marcado foi colocada uma passarela e uma plataforma onde se encontra uma estrutura recoberta de azulejos com delicados desenhos, que atrai o visitante para o caminho que leva à galeria.
Por mais que a tecnologia alcance um patamar de semelhança da realidade que as torne indiferenciável, a vivência imediata de um espaço é única, as sensações e emoções sentidas dão sentido à situação. O melhor de uma viagem é a expectativa de chegada, a imaginação de como será e e, finalmente, a concretização dessa expectativa. Dessa maneira, as viagens virtuais reduzem tudo isso ao estar presente no local, ela facilita as situações de tal forma que a experiência, por mais que se aproxime do real, não mostra-se completa.
Farida - Graciana Valladares
O segundo protótipo de Lucas Gonçalves consistia em um poliedro espelhado central de onde surgiam arames conectados, os quais seriam usados para ampliar as possibilidades de criação do usuário ao utilizar as fitas e tecidos que seriam emaranhados como trepadeiras ou teias de aranha, formando cores e formatos variados a cada modificação.
O novo trabalho buscou afastar-se do excesso de representatividade literal existente no primeiro objeto apresentado, o qual consistia em uma boca da qual se retirava objetos que o usuário não detinha conhecimento, e acabando, assim, por explorar uma interpretação mais abstrata da essência da rede. Dessa maneira, o segundo protótipo cumpriu com muito mais eficácia a proposta do projeto e mostrou-se bem mais pragmático e bonito visualmente que o anterior. No entanto, o suporte que sustentava a maquete levada pelo aluno talvez não seja o modo mais adequado de apresenta-lo, já que tende a limitar o manuseio e deixá-lo muito estático, podendo ser abordado de uma nova maneira para melhorar o projeto.
"Vocês já se perguntaram por que praticamente tudo o que nos rodeia é reto ou quadrado?", a frase indagada pela arquiteta Rhina Portillo, foi dita no início de sua apresentação no evento TEDx, o qual ela apresentou aspectos da técnica conhecida como parametrização. Nesse sentido, seria a parametrização uma quebra desse padrão arquitetônico referido pela palestrante? Tal técnica permite a modificação de estruturas de modo a suprir necessidades dos usuários ou, simplesmente, funcionar de forma estética. Desse modo, o arquiteto deixa de ter o controle completo de sua obra, deixando uma abertura de criação ou modificação posterior à sua finalização. Essa possibilidade de mudança, sob a minha perspectiva, representa um modo de construção que deve ser muito explorado e refinado, já que uma boa arquitetura não possui apenas a função de colocar construções no mundo, ela é pensada considerando as necessidades de sua utilização.
Quanto a fabricação digital, deve-se considerar positivamente sua eficacia acerca do planejamento de modelos mais precisos, bem como a ampla diversificação que tal plataforma possibilita para os projetos de seus usuários, no entanto, seu uso não pode excluir outras maneiras de se fazer arquitetura. Por mais que programas venham se aperfeiçoando cada vez mais, o desenho a mão e a maquete física, ainda possuem seu valor e suas peculiaridades, bem como a individualidade gerada pelo manuseio do artista.
Grupo:
Mariana Piccoli
Lucas Gonçalves
Lucas Oliveira
O maravilhoso e compenetrante som da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais preencheu os ouvidos daqueles que compunham a platéia do Palácio das Artes. Aqueles que passavam na rua naquela terça-feira agitada mal podiam perceber o esplendor que estava ocorrendo a poucos metros de sua correria diária do horário de almoço. Eu mesma, como recém chegada a Belo Horizonte, me surpreendi com a apresentação em um horário tão inusitado em relação ao que eu estou acostumada a frequentar.
Meu objeto: fone de ouvido branco
Conexões: cubo magico e disco de vinil












































