Eventos

Evento Cultural: Orquestra Sinfônica de Minas Gerais

março 30, 2017

        O maravilhoso e compenetrante som da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais preencheu os ouvidos daqueles que compunham a platéia do Palácio das Artes. Aqueles que passavam na rua naquela terça-feira agitada mal podiam perceber o esplendor que estava ocorrendo a poucos metros de sua correria diária do horário de almoço. Eu mesma, como recém chegada a Belo Horizonte, me surpreendi com a apresentação em um horário tão inusitado em relação ao que eu estou acostumada a frequentar.

         A apresentação me surpreendeu pelo público diverso, tanto em idade quanto modo de se vestir e portar, bem como pela fluidez e descontração frente à rigidez que a música clássica tende a seguir. O maestro usou de histórias e brincadeiras para introduzir cada parte do repertório, os quais ele explicou seus significados à platéia, transmitindo não só arte mas também conhecimento.
        O evento usou de um artificio o qual achei muito interessante, chamou membros da plateia para assistir toda a apresentação do palco, bem ao lado dos músicos, gerando um pequeno momento de escape da caixa preta típica do teatro tradicional e tornando as pessoas não só meros expectadores, mas componentes do conjunto artístico. 
        Dentre esses sortudos, encontrava-se uma criança,um menino, que ganhou um lugar de destaque aos pés do maestro. Durante toda a apresentação, sentado quieto no lugar designado, o menino mostrou-se atento, no entanto, refletindo a geração a qual esta inserido, sua preocupação estava voltada para o registro do momento no celular que ele segurava firmemente em sua mão, vendo o momento único que ocorria em volta através da tela. Ao final da apresentação, o maestro pegou essa criança e o propiciou mais um momento incrível, o de reger a tão bela orquestra. A rigidez do menino frente aos movimentos ensinados para aquele momento mostrava que ele sabia o quão sério era seu papel e seriedade de seu posto. Com certeza será um momento que ele não esquecerá tão cedo, eu, particularmente, lembraria com muita nostalgia.
        Também me atentei bastante à senhora sentada ao meu lado, sozinha, se divertindo e rindo a cada fala meramente engraçada do maestro, um pouco incomodada com aqueles que chegavam atrasados ou que mudavam de lugar atrapalhando sua visão, é verdade, mas tal conjunto me fez acreditar que ela era uma verdadeira apreciadora do mundo artístico.
     
        Esse evento não foi algo tão recente mas achei que valia a pena divulgar já que ocorreu no meu primeiro dia como aluna na UFMG e foi essencial para a interação com os demais alunos que me acompanharam nessa experiência única e hoje estão se tornando grandes amigos.

Croquis

Crítica ao croqui

março 25, 2017

       O croqui em questão trata-se de uma obra do aluno Lucas Muniz, a qual me chamou atenção pelos traços do desenho. Tratando-se de um croqui, o registro do momento e do local mostra-se o mais importante no desenho, sendo a representação realista algo que pode ser deixado de lado no estilo em questão. Dessa forma, Lucas cumpriu muito bem esse aspecto com seu traçado que, apesar de não muito definido e detalhado, representa bem o local e deixa o observador identificar e compreender os elementos que o compõe. As linhas soltas mostram a falta de uso da régua, o que considero um ponto positivo em um croqui, possibilitando uma melhor expressão do artista. No entanto, tal fato levou o desenho a demonstrar algumas divergências de perspectiva, como observada nos quadros da parede e na iluminação no teto, que poderia ter sido melhor executada. No geral, gostaria de parabenizar Lucas pelo seu trabalho no desenho, que me agradou bastante.

Objeto

Rede de objetos

março 20, 2017

Meu objeto: fone de ouvido branco
Conexões: cubo magico e disco de vinil

Análises

Moda e Arquitetura: até que ponto são similares?

março 19, 2017

         Moda e Arquitetura. Expressões artísticas em um cotidiano cinzento. Segurança. Proteção. Funcionalidade. Status. Identificação cultural. Até mesmo padronização. As funções da arquitetura e da moda mostram-se convergentes em inúmeros aspectos. Dessa maneira, seriam tais áreas membros de uma mesma unidade? Seria possível considerar apenas uma delas suficientemente forte para suprir as funções da outra? Sob a minha perspectiva, tais aspectos mostram-se complementares mas não similares, muito menos excludentes. Enquanto a arquitetura é muito mais duradoura, possibilitando um conflito de períodos históricos em um mesmo espaço, a moda é passageira e as lembranças do modo de se vestir de uma geração geram um sentimento nostálgico na população. Nessa diretriz, também pode-se distinguir o julgamento da sociedade perante  ambos, já que, por mais que a arquitetura carregue aspectos de individualidade do cliente ou daquele que a criou, a reação das pessoas diante de suas peculiaridades não é tão direta e forte quanto a reação acerca de um estilo pessoal de se vestir, rotulado, julgado e atacado pela sociedade ao redor. Desse modo, arquitetura e moda podem andar juntas, mas suas diferenças existem e a substituição geraria mudanças significativas no mundo atual.

Parágrafo sobre "Animação Cultural", de Vilém Flusser.

março 19, 2017

Sob a perspectiva apresentada no texto “Animação Cultural” por Vilém Flusser, o ser humano tende a observar os objetos como produtos desenvolvidos para suprir sua necessidade e passa a ignorar a dialética existente na interação homem-objeto, ainda mais evidenciada pela dependência acerca de tais produtos inanimados. A humanidade, diante das invenções tecnológicas, desenvolveu não só facilidades e novas possibilidades para o cotidiano, mas criou um obstáculo para a independência do homem. O homem-máquina ganha força a cada dia e alastra-se por culturas de todas as partes do mundo. Culturas, por sua vez, expressas pelos objetos os quais são rodeadas, representando uma expressão de seus criadores e usuários e, assim, deixando sua marca no decorrer das gerações.  A perda de controle sobre suas criações encaminha as atuais gerações em direção a um estágio em que elas passam a se comportar em função de suas invenções, tornando-as pilares do mundo e colocando o próprio ser humano à margem do planeta que considera seu, já que, como abordado no texto, uma simples mesa apresenta a consciência sobre uma questão a qual o homem muitas vezes se recusa a aceitar.

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