Intervenção

Intervenção - Roteiro de Entrevistas

junho 28, 2017

0. Apresentação do grupo (estudantes, contexto, proposta...)
1. Solicitar informações pessoais (nome, origem, residência...)
2. Qual sua relação com este espaço?
3. Há algo que chame sua atenção neste espaço?
4. Como realiza seu deslocamento diário? Utiliza carro nesta região? Se não, enquanto pedestre, o que sente em relação aos carros neste espaço?
5. Você conhece as pessoas que moram/trabalham neste espaço específico?
6. Como é o fluxo de pessoas aqui durante o ano? Isso muda sua rotina? Se sim, como?
7. Você sente que este espaço faz parte da praça [do mercado]?
8. Há algum elemento neste espaço que lhe incomoda?

Eventos

Evento Cultural - "Atenas e sua Acrópole"

junho 28, 2017

No dia 15 de julho, fui com outros colegas de turma à Prefeitura Municipal de Belo Horizonte para conhecer a exposição "Atenas e sua Acrópole", que encontra-se no hall de entrada do local. Seguindo a temática proposta, a exposição apresenta réplicas de gesso em escala distribuídas ao longo do pavimento. O baixo número de obras e a falta de visitantes no local representou uma quebra de nossas expectativas, já que imaginávamos algo muito mais convidativo. De certa maneira, o local escolhido para as obras pode ter certa culpa na falta de sucesso do evento, já que os visitantes devem passar pela portaria, onde são deixados os documentos, além de detectores de metais para, então, conseguir observar as obras.
        Independentemente do local que o visitante se posiciona, ele é capaz de observar as obras como um todo, observando a composição escolhida para apresentá-las ao público. Nesse sentido, tem-se uma linha de frente compostas por estátuas de corpo inteiro e seguida por duas fileiras de esculturas menores uma de frente para outra, formando um corredor. Tais obras menores são compostas por rostos de figuras pertencentes à Grécia Antiga, bem como a figura de uma cobra muito bem esculpida. Também podem ser observadas baixos relevos circulares esculpidas com cenas, tais como a de Nike amarrando sua sandália.

        A pequena dimensão do espaço comporta bem a pouca quantidade de obras que o compõe, permitindo que sejam dispostas seguindo o design do piso, gerando considerável refinamento estético à produção. De modo geral, a exposição mostrou-se bem interessante por permitir que o observados se aproximasse bastante das obras e, assim, despertando seu interesse para os detalhes.


Eventos

Evento Cultural - Museu das Minas e dos Metais

junho 22, 2017

        Após me mudar definitivamente para Belo Horizonte, tive como uma das primeiras experiências culturais na cidade as visitas que realizei aos museus da Praça da Liberdade, sendo um deles o Museu das Minas e dos Metais.
        Essa visita foi bem marcante para mim já que, mesmo não se tratando de um assunto que demonstro interesse aprofundado, a ocasião foi acompanhada de um fator inesperado. Após conhecer o primeiro piso do prédio, me direcionei ao segundo andar, onde fui abordada por uma estudante de Museologia da UFMG. Sua presença no local se tratava de uma pesquisa acadêmica, na qual ela precisava acompanhar meu aproveitamento diante do modo que o museu foi organizado, anotando o caminho que escolhi para percorre-lo e o tempo que demorei no pavimento. Sabendo que estava sendo observada, passei a analisar também o modo que eu meu movimentava no museu, algo que eu nunca havia refletido sobre, e pude perceber as diferenças entre as diversas pessoas ali presentes e os diferentes modos que elas realizavam a mesma visita.
        Quanto ao museu em si, mantive meu foco não tanto no que era exposto, como os diferentes tipos de metais e minérios, mas no modo o qual eles foram apresentados. A alternância entre vitrines abertas e fechadas por portas, o som que saia de alguns dos espaços e até as "lunetas" contendo um tipo de metal despertavam o interesse das pessoas, pois ela deixava de ser apenas um expectador e passava a ter alguma função durante o passeio.
        Dessa forma, com certeza se tratou de uma visita surpreendente para mim, além de única, já que quando retornar ao local, analisarei de maneira bem diferente da ocasião em questão.






Análises

Estratégias de Apropriação do Espaço

junho 22, 2017

Parkour

        Tratando-se de uma modalidade que visa superar obstáculos urbanos a partir da exploração de novas maneiras de deslocamento no espaço, o Parkour leva seus praticantes a movimentar-se de forma rápida, fluida e eficaz e, assim, explorar os limites do corpo e também do ambiente. A modalidade em questão não possui o intuito de alterar o espaço físico propriamente dito, mas sim encontrar alternativas de uso e deslocamento que quebrem a rotina habitual dos habitantes dos centros urbanos.

 

Deriva
        A prática da deriva diferencia-se de outros métodos de apropriação do espaço pelo caráter psíquico que engloba em relação ao estudo, observação e exploração do espaço urbano. A deriva não mostra-se apenas como um caminhar despretensioso pela cidade, o praticante passa a ser guiado pelo próprio ambiente e pelas sensações que ele transmite. Aquele que pratica a deriva adquire forte conexão com o espaço urbano a sua volta, passando a compreender melhor as características do mundo ao redor e, assim, podendo ser utilizada como um modo de transformação espacial a partir das percepções obtidas.


Flaneur
        O Flaneur consiste na prática despretensiosa do caminhar, sem necessariamente um objetivo de chegada pré-determinado ou um caminho certo a ser percorrido, por isso,  prática é muitas vezes interpretada como o "vadiar" pela cidade. O Flaneus, na verdade, segue o caráter convidativo do espaço urbano, levando os praticantes a atentar-se aos detalhes que muitas vezes passam desapercebidos no cotidiano tais como as pessoas e as construções, bem como a relação entre os elementos urbanos.

Rolezinhos
        Os chamados rolezinhos são métodos de apropriação do espaço que consistem em encontros de jovens em locais como shoppings e praças. Tais encontros atingiam grandes públicos por meio de eventos em redes sociais e, em sua maioria, era composto por classes mais pobres. Dessa forma, mesmo que não se tratando da intenção inicial da prática, os rolezinhos culminaram em confrontos sociais e, assim, debates acerca do assunto causados pela reação negativa das pessoas que costumavam frequentar os locais escolhidos para os encontros diante de tal forma de apropriação.

Flashmob
        Tal modo de apropriação do espaço consiste em uma mobilização instantânea, como o próprio nome sugere, de pessoas, as quais tem o objetivo de trazer um choque ao cotidiano. É geralmente realizado em espaços públicos de grande fluxo como praças, shoppings e estações de trem, por exemplo, e geralmente são ligados à ações performáticas como dança ou música. Contudo, a popularização da prática acabou por banalizar tal modo de apropriação,transformando-o em algo meramente espetaculoso. 

        

        

Eventos

Evento Cultural - "Entre Nós (A figura humana no acervo do MASP)"

junho 13, 2017

        Recentemente visitei a exposição "Entre nós (A figura humana no acervo do MASP)" no CCBB, que abrange obras de imensa importância, tais como criações de Picasso e Van Gogh. A exposição foi organizada de modo a deixar o público imerso nas diversas formas de representação da figura humana por meio de pinturas e esculturas e foi dividida em 5 núcleos distintos e complementares organizados de maneira cronológica.
        O primeiro núcleo consiste em figuras que fazem parte de um âmbito religioso, com finalidade de culto ou magia, diferentemente do segundo núcleo, que apresenta a figura humana em um contexto genealógico, social e político. Analisando a terceira parte da exposição, temos a representação  da figura humana como tema de experimentação, enquanto a quarta exibe criações definidas por seu papel de ordem social, no qual algumas delas são representadas por materiais. Finalmente, o quinto núcleo da exposição explora obras dos séculos XX e início do século XXI, finalizando a visita com maravilhosas obras não só das artes plásticas mas também da fotografia.
        A representação humana é explorada com mudanças muito visíveis que podem ser percebidas pelo público no decorrer da visita através de marcantes modos de representação e detalhes sutis marcados pelas características de cada artista e tempo histórico. A exposição parecia atrair com vigor a atenção da grande número de visitantes, que analisavam cada obra a sua maneira, apenas observando, analisando um contexto e até comentando conhecimentos a priori a respeito das obras em questão. 


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