0. Apresentação do grupo (estudantes, contexto, proposta...)
1. Solicitar informações pessoais (nome, origem, residência...)
2. Qual sua relação com este espaço?
3. Há algo que chame sua atenção neste espaço?
4. Como realiza seu deslocamento diário? Utiliza carro nesta região? Se não, enquanto pedestre, o que sente em relação aos carros neste espaço?
5. Você conhece as pessoas que moram/trabalham neste espaço especÃfico?
6. Como é o fluxo de pessoas aqui durante o ano? Isso muda sua rotina? Se sim, como?
7. Você sente que este espaço faz parte da praça [do mercado]?
8. Há algum elemento neste espaço que lhe incomoda?
No dia 15 de julho, fui com outros colegas de turma à Prefeitura Municipal de Belo Horizonte para conhecer a exposição "Atenas e sua Acrópole", que encontra-se no hall de entrada do local. Seguindo a temática proposta, a exposição apresenta réplicas de gesso em escala distribuÃdas ao longo do pavimento. O baixo número de obras e a falta de visitantes no local representou uma quebra de nossas expectativas, já que imaginávamos algo muito mais convidativo. De certa maneira, o local escolhido para as obras pode ter certa culpa na falta de sucesso do evento, já que os visitantes devem passar pela portaria, onde são deixados os documentos, além de detectores de metais para, então, conseguir observar as obras.
Independentemente do local que o visitante se posiciona, ele é capaz de observar as obras como um todo, observando a composição escolhida para apresentá-las ao público. Nesse sentido, tem-se uma linha de frente compostas por estátuas de corpo inteiro e seguida por duas fileiras de esculturas menores uma de frente para outra, formando um corredor. Tais obras menores são compostas por rostos de figuras pertencentes à Grécia Antiga, bem como a figura de uma cobra muito bem esculpida. Também podem ser observadas baixos relevos circulares esculpidas com cenas, tais como a de Nike amarrando sua sandália.
Após me mudar definitivamente para Belo Horizonte, tive como uma das primeiras experiências culturais na cidade as visitas que realizei aos museus da Praça da Liberdade, sendo um deles o Museu das Minas e dos Metais.
Essa visita foi bem marcante para mim já que, mesmo não se tratando de um assunto que demonstro interesse aprofundado, a ocasião foi acompanhada de um fator inesperado. Após conhecer o primeiro piso do prédio, me direcionei ao segundo andar, onde fui abordada por uma estudante de Museologia da UFMG. Sua presença no local se tratava de uma pesquisa acadêmica, na qual ela precisava acompanhar meu aproveitamento diante do modo que o museu foi organizado, anotando o caminho que escolhi para percorre-lo e o tempo que demorei no pavimento. Sabendo que estava sendo observada, passei a analisar também o modo que eu meu movimentava no museu, algo que eu nunca havia refletido sobre, e pude perceber as diferenças entre as diversas pessoas ali presentes e os diferentes modos que elas realizavam a mesma visita.
Quanto ao museu em si, mantive meu foco não tanto no que era exposto, como os diferentes tipos de metais e minérios, mas no modo o qual eles foram apresentados. A alternância entre vitrines abertas e fechadas por portas, o som que saia de alguns dos espaços e até as "lunetas" contendo um tipo de metal despertavam o interesse das pessoas, pois ela deixava de ser apenas um expectador e passava a ter alguma função durante o passeio.
Dessa forma, com certeza se tratou de uma visita surpreendente para mim, além de única, já que quando retornar ao local, analisarei de maneira bem diferente da ocasião em questão.







