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Ao aproximar-se do local, a galeria surge, esplendorosamente, entre as árvores que nos rodeavam, mostrando-se uma construção imponente e muito bonita. O prédio foi elaborado como uma grande caixa posicionada em meio a vegetação, no entanto, mesmo com o peso que poderia ser atribuído à uma caixa de concreto, a construção apresenta leveza em seu conjunto graças o uso de uma piscina de borda infinita, bem como uso de paredes de vidro na entrada. Sob a água de tom azul bem marcado foi colocada uma passarela e uma plataforma onde se encontra uma estrutura recoberta de azulejos com delicados desenhos, que atrai o visitante para o caminho que leva à galeria.
Por mais que a tecnologia alcance um patamar de semelhança da realidade que as torne indiferenciável, a vivência imediata de um espaço é única, as sensações e emoções sentidas dão sentido à situação. O melhor de uma viagem é a expectativa de chegada, a imaginação de como será e e, finalmente, a concretização dessa expectativa. Dessa maneira, as viagens virtuais reduzem tudo isso ao estar presente no local, ela facilita as situações de tal forma que a experiência, por mais que se aproxime do real, não mostra-se completa.
Farida - Graciana Valladares
O segundo protótipo de Lucas Gonçalves consistia em um poliedro espelhado central de onde surgiam arames conectados, os quais seriam usados para ampliar as possibilidades de criação do usuário ao utilizar as fitas e tecidos que seriam emaranhados como trepadeiras ou teias de aranha, formando cores e formatos variados a cada modificação.
O novo trabalho buscou afastar-se do excesso de representatividade literal existente no primeiro objeto apresentado, o qual consistia em uma boca da qual se retirava objetos que o usuário não detinha conhecimento, e acabando, assim, por explorar uma interpretação mais abstrata da essência da rede. Dessa maneira, o segundo protótipo cumpriu com muito mais eficácia a proposta do projeto e mostrou-se bem mais pragmático e bonito visualmente que o anterior. No entanto, o suporte que sustentava a maquete levada pelo aluno talvez não seja o modo mais adequado de apresenta-lo, já que tende a limitar o manuseio e deixá-lo muito estático, podendo ser abordado de uma nova maneira para melhorar o projeto.
"Vocês já se perguntaram por que praticamente tudo o que nos rodeia é reto ou quadrado?", a frase indagada pela arquiteta Rhina Portillo, foi dita no início de sua apresentação no evento TEDx, o qual ela apresentou aspectos da técnica conhecida como parametrização. Nesse sentido, seria a parametrização uma quebra desse padrão arquitetônico referido pela palestrante? Tal técnica permite a modificação de estruturas de modo a suprir necessidades dos usuários ou, simplesmente, funcionar de forma estética. Desse modo, o arquiteto deixa de ter o controle completo de sua obra, deixando uma abertura de criação ou modificação posterior à sua finalização. Essa possibilidade de mudança, sob a minha perspectiva, representa um modo de construção que deve ser muito explorado e refinado, já que uma boa arquitetura não possui apenas a função de colocar construções no mundo, ela é pensada considerando as necessidades de sua utilização.
Quanto a fabricação digital, deve-se considerar positivamente sua eficacia acerca do planejamento de modelos mais precisos, bem como a ampla diversificação que tal plataforma possibilita para os projetos de seus usuários, no entanto, seu uso não pode excluir outras maneiras de se fazer arquitetura. Por mais que programas venham se aperfeiçoando cada vez mais, o desenho a mão e a maquete física, ainda possuem seu valor e suas peculiaridades, bem como a individualidade gerada pelo manuseio do artista.
Grupo:
Mariana Piccoli
Lucas Gonçalves
Lucas Oliveira

















