Objeto

Objeto Interativo - Protótipo II

abril 28, 2017


      O novo protótipo, em formato circular, buscou diminuir a representatividade excessiva apresentada no primeiro (em forma de cubo), bem como ampliar a interação pela dificuldade de manusear o objeto sem ajuda, devido à falta de estabilidade que apresenta ao ser apoiado em uma superfície. No entanto, quando finalizado, achei a ideia um pouco limitada quanto às possibilidades, o que levaria a uma falta de interesse dos usuários.
     
         Para tentar suprir a limitação do protótipo circular produzido, criei como alternativa um segundo protótipo visando uma maior abertura das interações. Dessa forma, a ideia atual visa a interação entre mais pessoas já que o objeto, que seria em uma escala bem maior, teria como base as próprias pessoas que modificariam a aparência e produziriam sons conforme se movimentassem na malha de elásticos.

Objeto

Objeto Interativo - Protótipo I

abril 23, 2017

        O objeto proposto foi baseado na ligação realizada por meio da rede de objetos levada pelos alunos, na qual liguei o fone de ouvido ao disco de vinil e ao cubo mágico. Dessa maneira, tendo como base o conceito de modificação característico do cubo, produzi um protótipo que estaria sempre se modificando ao ser manipulado, já que a mudança da posição de um elástico mudaria a aparência. Já considerando o efeito sonoro dos outros objetos, pensei em 4 botões que emitiriam diferentes sons, podendo ser acionados simultaneamente ou separadamente. no entanto, o objeto se mostrou muito representativo, principalmente quanto seu formato.

Croquis

Croqui - Inhotim

abril 23, 2017


Croqui externo da Galeria Adriana Varejão
Croqui interno galeria Adriana Varejão

Análises

Visita ao Inhotim - Galeria Adriana Varejão

abril 23, 2017

        A Galeria escolhida por meu grupo, que era composto, além de mim, por Roberta, José, Lucas Gonçalves, Lucas Oliveira, Laura Cordeiro, Matheus Henrique e Letícia Ernandes, foi a da artista Adriana Varejão.

         Ao aproximar-se do local, a galeria surge, esplendorosamente, entre as árvores que nos rodeavam, mostrando-se uma construção imponente e muito bonita. O prédio foi elaborado como uma grande caixa posicionada em meio a vegetação, no entanto, mesmo com o peso que poderia ser atribuído à uma caixa de concreto, a construção apresenta leveza em seu conjunto graças o uso de uma piscina de borda infinita, bem como uso de paredes de vidro na entrada. Sob a água de tom azul bem marcado foi colocada uma passarela e uma plataforma onde se encontra uma estrutura recoberta de azulejos com delicados desenhos, que atrai o visitante para o caminho que leva à galeria.
        Ao entrar no prédio nos deparamos com a primeira obra da artista, uma parede azulejada estruturada por carnes, dialogando diretamente com as pinturas do teto logo acima posicionado.  

        A próxima obra, também produzida em azulejos, chama atenção pela aproximação com a realidade, dando uma forte ideia de continuidade à sala, apesar dos seus traços predominantemente ilustrativos.

        A terceira obra da astista ocupa todo o segundo andar da galeria, explorando novamente o azulejo, desta vez com rachaduras e decorados em tons de azul, trazendo um aspecto de movimento para a sala.
        A cobertura é acessível por meio de uma rampa, compondo o aspecto cíclico utilizado para a movimentação na galeria, o qual delimita um caminho e impede que os usuários explorem o local da maneira que mais lhe agradaria. Tal rampa nos leva à um terraço cercado por bancos de azulejos com desenhos de pássaros diversos, muito agradável para se acomodas já que a temperatura de tais bancos mostra-se mais fria que o clima local. no entanto, a impossibilidade de chegar até a borda do prédio para observar a paisagem limita o uso do espaço e tira um pouco o encanto do local.

Análises

Nova reflexão sobre a diferença entre arquitetura e roupa.

abril 23, 2017

        Quando solicitado pela primeira vez a reflexão sobre as diferenças entre arquitetura e roupa, bem como sobre a capacidade de uma suprimir a outra, enfrentei grande dificuldade na tentativa de chegar a uma conclusão sólida e até inquestionável sobre o assunto. No entanto, após debater tal questão com o restante dos alunos e os professores, percebi que buscar uma resposta correta é impossível. As similaridades e diferenças entre elas se dão de maneira sutil, o que faz aquele que está debatendo o assunto se perder em um mundo de reflexão ao se deparar com tantos contra argumentos. Temporalidade, expressão artística, confronto de estilos, transformação, quando pensamos ter encontrado a solução desse dilema somos atingidos por mais ligações e ficamos ainda mais imersos em um questionamento aparentemente sem fim.
        Questões abordadas por mim no meu primeiro parágrafo reflexivo ainda circundam minha cabeça, nem totalmente descartadas nem totalmente aceitas. Não existe resposta conclusiva, no entanto, a sociedade atual encara arquitetura e roupa como esferas diferentes, mostrando-se dependentes de ambas. Tal fato pode se dar pela escala a qual são apresentadas,pela individualidade que carregam, ou por qualquer outro aspecto, o importante é que não estamos prontos para abrir mão de uma em função da outra, nem acredito que um dia isso será realmente possível.

Análises

Reflexão: Realidade Virtual - mediada e imediata

abril 13, 2017

        Vive-se em uma sociedade imersa em tecnologia. Somos uma ilha cercada de ondas, sensores e fios por todos os lados. Ou talvez até a própria ilha seja feita de cabos e botões, dependentes de estímulos tecnológicos para sobreviver. Dessa maneira, não estaria a sociedade caminhando em direção a um mundo virtual em sua totalidade? Seria a realidade virtual a nova forma de vida do ser humano?

        O refinamento dos adventos tecnológicos vem possibilitando a existência de novos meios de interação do homem com a máquina, aproximando-se constantemente de uma representação da realidade. A tecnologia atual, como a utilizada por meios como o Google Street View, nos permite visualizar locais no mundo todo sem a necessidade de sair de nossas casas, no entanto, o modo o qual tal programa funciona cria uma realidade estática, sem aspectos de sensibilidade, como observado ao comparar a pesquisa realizada pelo Street View sobre o parque municipal e a visita presencial do local. Por isso, tentamos constantemente aperfeiçoar tais possibilidades de interação e, assim, buscamos a criação de algo tão perfeito que se torne igual a nossa realidade. Mas qual o propósito de criar algo que já existe? Posso estar sendo um pouco conservadora e acredito que, diante de novas perspectivas, eu seja capaz até de mudar de ideia, no entanto, uma realidade virtual idêntica ao que possuímos no mundo não me parece algo de uso necessário, podendo até ser visto como um luxo acerca da ambição do homem em mostrar domínio sobre as coisas a sua volta, controle sobre o mundo e suas tecnologias. Qual o motivo de buscar sons, cheiros e sensações falsas em uma realidade virtual se você já pode ter tudo isso na realidade? Não somos máquinas e precisamos saber distinguir entre essas duas esferas de existência.
        Por mais que a tecnologia alcance um patamar de semelhança da realidade que as torne indiferenciável, a vivência imediata de um espaço é única, as sensações e emoções sentidas dão sentido à situação. O melhor de uma viagem é a expectativa de chegada, a imaginação de como será e e, finalmente, a concretização dessa expectativa. Dessa maneira, as viagens virtuais reduzem tudo isso ao estar presente no local, ela facilita as situações de tal forma que a experiência, por mais que se aproxime do real, não mostra-se completa.

Eventos

Evento Cultural: Os cadernos de Kindzu

abril 11, 2017

        O teatro "Os cadernos de Kindzu", inspirado na obra "Terra Sonâmbula", de Mia Couto, não só apresentou a história de modo bem estruturado e fluído, mas também com uma genialidade e originalidade que chocou todo o pequeno público que assitia bem de perto a obra apresentada em um espaço sem coxias ou palco, possibilitando que aqueles que estavam sentados na platéia acompanhassem toda a troca de cenários e figurinos.

                                     
Kindzu - Thiago Catarino

        A peça era encenada por apenas sete atores, sendo três mulheres e quatro homens, que alternavam seus papéis no decorrer da narrativa. Desde o início, as lágrimas nos olhos de Kindzu podiam ser percebidas pela proximidade possibilitada pelo ambiente, trazendo uma carga de emoção inicial. Com o decorrer da apresentação o talento dos artistas tornou-se cada vez mais evidente, não só pela multiplicidade artística que apresentavam, mas também pelo modo de falar e sotaque que evidenciavam a origem dos personagens. Tem-se como exemplo a atriz que mudou drasticamente suas expressões, sotaque, e face ao interpretar portuguesa e indiana, velha e jovem. Bem como a atuação de Graciana Valladares, considerada por mim o momento mais marcante da apresentação, que mostrou-se capaz de incorporar uma criança em seu corpo adulto ao descrever ao protagonista a história de sua vida, além de interpretar de forma chocante e cheia de sentimento uma cena de estupro, muito bem adaptada de modo que o assediador e a vítima não se tocavam, amenizando o teor invasivo mas mantendo a conexão entre ambos, bem como a carga emocional da situação.
        Todo o cenário era composto por objetos simples que tinham suas funções alteradas a partir do uso que os atores atribuíam à eles, bem como o bom uso da iluminação, e a trilha sonora era administrada por eles próprios, que tocavam instrumentos ao redor da cena que se passava no momento. Até o barulho do mar e o rangido da porta eram produzidos com os instrumentos simples que eles manipulavam.
                                           
Farida e Romão Pinto

        A simplicidade da produção e a ausência de grandes tecnologias para a realização da obra foram de fato um ponto positivo, responsável por aproximar o público e direcionar o foco ao enredo da obra do escritor moçambicano. Lágrimas e corações apertados eram características da maior parte daqueles que presenciaram a história do menino moçambicano em período de guerra, com certeza uma das obras mais marcantes que já assisti.



                                                    Farida - Graciana Valladares

Análises

Crítica - filme: Um lugar ao sol

abril 09, 2017

Não estaria a busca pela vista acabando com a própria vista?

        As coberturas dos prédios poderiam ser apenas mais um andar, uma apartamento de um edifício qualquer, no entanto, ser morador de uma cobertura carrega um status perante toda a sociedade, como evidenciado na fala de uma família de entrevistados do filme, a escolha entre informar o complemento de sua residência varia entre o número do apartamento e a palavra "cobertura" diante da conotação desejada na ocasião e o nível de importância que deseja transmitir aos outros. 
        Dessa maneira, o filme aborda 9 moradores de coberturas do Brasil selecionados a partir de uma lista de pessoas influentes, algo que por si só já causa certo estranhamento já que remete ao  fato de dinheiro gerar influência no Brasil e no mundo, levando a um perigo devido ao divergente modo de vida dessas pessoas privilegiadas em relação ao restante da população e os conflitos de interesses e necessidades entre as diferentes classes. Frases como "as balam deixam um rastro, parecem fogos de artifício", evidenciam o distanciamento dessas pessoas acerca da realidade da grande maioria do povo brasileiro e a falta de empatia diante dos problemas que não os atinge diretamente. Comentários sobre a ação do governo brasileiro que "cria uma desculpa dessa violência pelo social" leva aquele que assiste o filme a perceber uma ideia por trás das falas apresentadas, que mostra o pobre como bandido. 
        Além de tal ideal que circunda a maior parte dos entrevistados, pode-se perceber uma ideia geral perante a aproximação de Deus gerada pela cobertura, um lugar mais próximo do céu. Outra perspectiva que circunda tais famílias é a relação direta atribuída entre arquitetura e natureza, como se a vista privilegiada do mar e o pequeno espaço destinado para um jardim colocassem sua casa no meio de um local paradisíaco. Entretanto, a qual natureza eles se referem? Àquela da troca de tiros, da família com dez filhos chegando à praia e das dificuldades que observada de sua janela de vidro blindado ou a natureza idealizada de dentro de uma bolha social propiciada pelo dinheiro? Que natureza é essa que gera a necessidade de 50 câmeras dentro de casa e um segurança particular por andar? É uma natureza ilusória que, no fundo, todos querem pertencer.

Objeto

Crítica ao Objeto de Lucas Gonçalves

abril 06, 2017

        O segundo protótipo de Lucas Gonçalves consistia em um poliedro espelhado central de onde surgiam arames conectados, os quais seriam usados para ampliar as possibilidades de criação do usuário ao utilizar as fitas e tecidos que seriam emaranhados como trepadeiras ou teias de aranha, formando cores e formatos variados a cada modificação.
        O novo trabalho buscou afastar-se do excesso de representatividade literal existente no primeiro objeto apresentado, o qual consistia em uma boca da qual se retirava objetos que o usuário não detinha conhecimento, e acabando, assim, por explorar uma interpretação mais abstrata da essência da rede. Dessa maneira, o segundo protótipo cumpriu com muito mais eficácia a proposta do projeto e mostrou-se bem mais pragmático e bonito visualmente que o anterior. No entanto, o suporte que sustentava a maquete levada pelo aluno talvez não seja o modo mais adequado de apresenta-lo, já que tende a limitar o manuseio e deixá-lo muito estático, podendo ser abordado de uma nova maneira para melhorar o projeto.

Análises

Reflexão sobre fabricação digital e parametrização

abril 05, 2017

        "Vocês já se perguntaram por que praticamente tudo o que nos rodeia é reto ou quadrado?", a frase indagada pela arquiteta Rhina Portillo, foi dita no início de sua apresentação no evento TEDx, o qual ela apresentou aspectos da técnica conhecida como parametrização. Nesse sentido, seria a parametrização uma quebra desse padrão arquitetônico referido pela palestrante? Tal técnica permite a modificação de estruturas de modo a suprir necessidades dos usuários ou, simplesmente, funcionar de forma estética. Desse modo, o arquiteto deixa de ter o controle completo de sua obra, deixando uma abertura de criação ou modificação posterior à sua finalização. Essa possibilidade de mudança, sob a minha perspectiva, representa um modo de construção que deve ser muito explorado e refinado, já que uma boa arquitetura não possui apenas a função de colocar construções no mundo, ela é pensada considerando as necessidades de sua utilização.
        Quanto a fabricação digital, deve-se considerar positivamente sua eficacia acerca do planejamento de modelos mais precisos, bem como a ampla diversificação que tal plataforma possibilita para os projetos de seus usuários, no entanto, seu uso não pode excluir outras maneiras de se fazer arquitetura. Por mais que programas venham se aperfeiçoando cada vez mais, o desenho a mão e a maquete física, ainda possuem seu valor e suas peculiaridades, bem como a individualidade gerada pelo manuseio do artista.

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