Reflexão: Realidade Virtual - mediada e imediata
abril 13, 2017
Vive-se em uma
sociedade imersa em tecnologia. Somos uma ilha cercada de ondas, sensores e
fios por todos os lados. Ou talvez até a própria ilha seja feita de cabos e
botões, dependentes de estímulos tecnológicos para sobreviver. Dessa maneira,
não estaria a sociedade caminhando em direção a um mundo virtual em sua
totalidade? Seria a realidade virtual a nova forma de vida do ser humano?
O refinamento
dos adventos tecnológicos vem possibilitando a existência de novos meios de
interação do homem com a máquina, aproximando-se constantemente de uma
representação da realidade. A tecnologia atual, como a utilizada por meios como
o Google Street View, nos permite visualizar locais no mundo todo sem a
necessidade de sair de nossas casas, no entanto, o modo o qual tal programa
funciona cria uma realidade estática, sem aspectos de sensibilidade, como observado ao comparar a pesquisa realizada pelo Street View sobre o parque municipal e a visita presencial do local. Por isso,
tentamos constantemente aperfeiçoar tais possibilidades de interação e, assim,
buscamos a criação de algo tão perfeito que se torne igual a nossa realidade.
Mas qual o propósito de criar algo que já existe? Posso estar sendo um pouco
conservadora e acredito que, diante de novas perspectivas, eu seja capaz até de
mudar de ideia, no entanto, uma realidade virtual idêntica ao que possuímos no
mundo não me parece algo de uso necessário, podendo até ser visto como um luxo
acerca da ambição do homem em mostrar domínio sobre as coisas a sua volta,
controle sobre o mundo e suas tecnologias. Qual o motivo de buscar sons,
cheiros e sensações falsas em uma realidade virtual se você já pode ter tudo
isso na realidade? Não somos máquinas e precisamos saber distinguir entre essas
duas esferas de existência.
Por mais que a tecnologia alcance um patamar de semelhança da realidade que as torne indiferenciável, a vivência imediata de um espaço é única, as sensações e emoções sentidas dão sentido à situação. O melhor de uma viagem é a expectativa de chegada, a imaginação de como será e e, finalmente, a concretização dessa expectativa. Dessa maneira, as viagens virtuais reduzem tudo isso ao estar presente no local, ela facilita as situações de tal forma que a experiência, por mais que se aproxime do real, não mostra-se completa.
Por mais que a tecnologia alcance um patamar de semelhança da realidade que as torne indiferenciável, a vivência imediata de um espaço é única, as sensações e emoções sentidas dão sentido à situação. O melhor de uma viagem é a expectativa de chegada, a imaginação de como será e e, finalmente, a concretização dessa expectativa. Dessa maneira, as viagens virtuais reduzem tudo isso ao estar presente no local, ela facilita as situações de tal forma que a experiência, por mais que se aproxime do real, não mostra-se completa.
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