Visita ao Inhotim - Galeria Adriana Varejão

abril 23, 2017

        A Galeria escolhida por meu grupo, que era composto, além de mim, por Roberta, José, Lucas Gonçalves, Lucas Oliveira, Laura Cordeiro, Matheus Henrique e Letícia Ernandes, foi a da artista Adriana Varejão.

         Ao aproximar-se do local, a galeria surge, esplendorosamente, entre as árvores que nos rodeavam, mostrando-se uma construção imponente e muito bonita. O prédio foi elaborado como uma grande caixa posicionada em meio a vegetação, no entanto, mesmo com o peso que poderia ser atribuído à uma caixa de concreto, a construção apresenta leveza em seu conjunto graças o uso de uma piscina de borda infinita, bem como uso de paredes de vidro na entrada. Sob a água de tom azul bem marcado foi colocada uma passarela e uma plataforma onde se encontra uma estrutura recoberta de azulejos com delicados desenhos, que atrai o visitante para o caminho que leva à galeria.
        Ao entrar no prédio nos deparamos com a primeira obra da artista, uma parede azulejada estruturada por carnes, dialogando diretamente com as pinturas do teto logo acima posicionado.  

        A próxima obra, também produzida em azulejos, chama atenção pela aproximação com a realidade, dando uma forte ideia de continuidade à sala, apesar dos seus traços predominantemente ilustrativos.

        A terceira obra da astista ocupa todo o segundo andar da galeria, explorando novamente o azulejo, desta vez com rachaduras e decorados em tons de azul, trazendo um aspecto de movimento para a sala.
        A cobertura é acessível por meio de uma rampa, compondo o aspecto cíclico utilizado para a movimentação na galeria, o qual delimita um caminho e impede que os usuários explorem o local da maneira que mais lhe agradaria. Tal rampa nos leva à um terraço cercado por bancos de azulejos com desenhos de pássaros diversos, muito agradável para se acomodas já que a temperatura de tais bancos mostra-se mais fria que o clima local. no entanto, a impossibilidade de chegar até a borda do prédio para observar a paisagem limita o uso do espaço e tira um pouco o encanto do local.

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