Seminário de design de interação

maio 13, 2017

        Para o seminário apresentado em sala, meu grupo buscou como exemplos o trabalho "Infinito ao cubo", de Leonardo Crescenti e Rejane Cantoni, bem como o de Scott Snibbe, "Boundary Functions", no entanto, devido ao primeiro trabalho ter sido abordado também por um outro grupo. discutimos um pouco sobre o "Voice Tunnel", de Lozano Hemmer.
        "Infinito ao cubo" tem como estrutura um cubo espelhado sobre um suporte que adquire mobilidade por meio das molas localizadas na parte inferior, permitindo a modificação da forma a partir do movimento dos usuários. Sua interatividade é atribuída, principalmente, à influência simultânea de todos aqueles que se encontram sobre a plataforma, todos exercendo influência e afetando o espaço dos outros. Os espelhos internos permitem uma quebra da espacialidade real do local, dando uma nova percepção às pessoas. No entanto, a partir da análise realizada em sala, foi possível perceber a simplicidade do conceito abordado, remetendo até ao que ocorre em elevadores espelhados, onde a ideia de infinito torna-se um pouco limitada.

        Já o "Boundary Functions", funciona a partir de um sistema de câmera, espelho e refletor que modifica as linhas no chão a partir do número e posição das pessoas. Dessa maneira, o trabalho só começa a funcionar ao existir uma interação entre no mínimo duas pessoas e se torna cada vez mais atrativo quanto maior for a interação e cooperação entre os envolvidos. Apesar de limitado quanto ao tamanho designado para a plataforma, a interação capaz de gerar é muito ampla e diversa e, na minha opinião, gera um resultado satisfatório e bem dinâmico.
        Por último, o"Voice Tunnel", permite que as pessoas falem em microfones que iram espalhar suas mensagens pelo túnel que contém luzes em toda sua extensão. As vozes das pessoas preenchem o espaço, sendo ouvidas por todos que se encontram no local, no entanto, a partir do vídeo assistido em sala, pode-se perceber certa banalização da interatividade já que as pessoas seguiram por um caminho tal como o quadro branco, onde tanta abertura acaba restringindo o modo que as pessoas o utilizam.

Análises

Reflexão sobre a pergunta criada em grupo

maio 05, 2017

          A pergunta desenvolvida pelo meu grupo, "até que ponto o digital é facilitador na construção de uma virtualidade?" foi elaborada a partir de uma reflexão a respeito dos exageros gerados pela busca constante da vida tecnológica. Tal questionamento foi desenvolvido a partir de discussões e reflexões iniciadas por um série chamada "Black Mirror", na qual um dos episódios apresenta a existência de uma cópia reduzida de cada indivíduo capaz de aprender seus hábitos e, teoricamente, facilitar a rotina da pessoa em questão. No entanto, seria isso realmente necessário? A rotina do usuário ocorre independentemente de tal tecnologia e, seu uso, não culmina em uma grande mudança ou melhoria na qualidade de vida, ela apenas sistematiza as ações comumente realizadas pelo seu verdadeiro corpo e acaba por limitar suas ações já que a rotina sistemática e continuamente programada impede que as pessoas fujam do esperado. 
        Dessa forma, diante da discussão realizada em sala, pode-se observar que o uso tecnológico e o refinamento digital não são diretamente responsáveis pela virtualidade, podendo até se tornar um limitador para tal aspecto. o digital pode ampliar a virtualidade para horizontes antes inimagináveis mas deve ser usada para remover obstáculos não para se tornar um. A virtualidade pode se dar em uma simples interface ou em uma complexa, mas ela deve ser desenvolvida pensando nas aberturas a que ele proporciona aos usuários.

Objeto

Protótipo III

maio 01, 2017

         O protótipo em questão consiste em uma trama de elásticos bem como foi inicialmente pensado no protótipo anterior, porém, desta vez, apresentado de maneira a possibilitar o uso por diversas pessoas. 
      O objeto tem como ideia inicial a possibilidade de amaranhar os elásticos pelo corpo dos usuários, formando tramas diversas e únicas a cada manuseio. Para refinar a ideia, foram incorporados pequenos guizos a fim de gerar sons durante a movimentação, bem como pequenas bolas (de material ainda não determinado) com luzes de led em seu interior, acionadas pelo contato com os imãs que estariam espalhados pelo objeto ou mesmo em outras bolas, possibilitando que o contato gerado pelo emaranhado de fios acione as luzes.

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